Estupro, consentimento e coação

considerações sobre o conceito de violência-meio no art. 213 do Código Penal e a necessidade de uma reforma da legislação brasileira

Autores

DOI:

https://doi.org/10.46274/1809-192XRICP2025v10n2p294-322

Palavras-chave:

estupro, consentimento, autodeterminação sexual, violência

Resumo

O presente artigo analisa o delito de estupro segundo a legislação penal brasileira vigente, que adota um standard de coação, contrastando-os com aqueles exigidos por legislações estrangeiras que se fundam em modelos distintos de incriminação, como o do consentimento negativo (“não é não”) ou o do consentimento afirmativo (“somente sim é sim”). A partir de casos hipotéticos, discutem-se os limites da punição, segundo a legislação atual, da prática de atos sexuais não consentidos, e propõem-se critérios dogmáticos para a interpretação do delito de estupro nos termos do artigo 213 do Código Penal, com enfoque no conceito de violência-meio. Argumenta-se que, embora os modelos fundados exclusivamente no consentimento sejam preferíveis por promover maior proteção à autodeterminação sexual, sua aplicação no Brasil depende de alteração legislativa expressa, sob pena de violação ao princípio da legalidade.

Biografia do Autor

Flávia Siqueira, Fundação Getúlio Vargas/SP

Doutora em Direito (UFMG). Professora (FGV/SP). Assessora de ministro (STF).

Izabele Kasecker, Bucerius Law School

LL.M. (Uni-Augsburg/Alemanha) e doutoranda em Direito (HU-Berlin/Alemanha). Docente-assistente (Bucerius Law School/Alemanha).

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Publicado

23-12-2025

Como Citar

SIQUEIRA, Flávia; KASECKER, Izabele. Estupro, consentimento e coação: considerações sobre o conceito de violência-meio no art. 213 do Código Penal e a necessidade de uma reforma da legislação brasileira. Revista do Instituto de Ciências Penais, Belo Horizonte, v. 10, n. 2, p. 294–322, 2025. DOI: 10.46274/1809-192XRICP2025v10n2p294-322. Disponível em: https://ricp.org.br/index.php/revista/article/view/209. Acesso em: 23 out. 2026.

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